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Notícias Unisite

19/03/2010 - 14:08:52

Ágape de Teatro
Cultura, mola propulsora do desenvolvimento…
ALTERA O
TAMANHO DA LETRA



Integrantes do Grupo Ágape de Teatro – Ponto de Cultura Teatro gera vida e vida gera teatro, foram convidados e estiveram presentes na Elam – Escola livre de Artes de Marilia, acompanhando uma palestra do Secretário de Cidadania Cultural do MinC (Ministério da Cultura), Célio Turino, evento este que fez parte do lançamento do Programa Agente Jovem da Cultura, que deverá formar 500 jovens em situação de vulnerabilidade social para atuarem como agentes culturais em Marília sendo a primeira cidade do país a receber o programa dentro do modelo Agente Jovem da Cultura. Célio Turino explicou que os dados recolhidos no projeto desenvolvido em Marília serão fundamentais para viabilizar a expansão do programa a outras cidades do Brasil.

Célio Turino é o Secretário do Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura desde o seu surgimento em 2004. Com uma trajetória de 30 anos nos movimentos culturais, é um dos idealizadores dos Pontos de Cultura, que são hoje uma das principais referências nas políticas públicas de cultura.

Turino em sua palestra, afirmou que o Ponto de Cultura representa um outro olhar sobre a formulação de políticas públicas para a cultura, colocando o povo como protagonista A essência do Ponto de Cultura é a autonomia e protagonismo sóciocultural e é neste sentido que os movimentos sociais estão inseridos, mas chamou atenção para o fato de que o próprio Ponto de Cultura pode começar a ser visto (e se identificar) como movimento social e não apenas uma política pública. Como movimento social, o Ponto de Cultura vai além dos marcos associativos-reinvindicativos, colocando-se enquanto um movimento que se move por valores.

São 2.500 Pontos de Cultura em todo o país, desde aldeias indígenas e quilombos, até grupos de experimentação em linguagens artísticas. O Ponto de Cultura escancarou algo que já existia e não era visto pela política oficial, por isso, meu texto de apresentação do programa levava este nome: Desesconder o Brasil. O Estado brasileiro não está preparado para se relacionar diretamente com o povo, quando o faz é ainda sob o marco da assistência/carência e Ponto de cultura é potência, o povo se assumindo enquanto agente. Precisamos de um novo tipo de Estado, mais moldado à feição de nosso povo, respeitando a autonomia e o protagonismo da sociedade.

A Cultura é um direito social básico e cabe ao Estado garantir este processo contínuo.
“A cultura é a mola propulsora do desenvolvimento”.