E-mail
Assine já!
Notícias Unisite

20/04/2010 - 08:06:03

Danças Indígenas no Centro Cultural
Apresentação de danças indígenas fazem parte do projeto de resgate cultural na aldeia vanuire
ALTERA O
TAMANHO DA LETRA




Grande publico esteve presente neste sábado, dia 17, no espaço cultural ‘José Anselmo Dias-Zé Pretinho” para prestigiar as apresentações das danças indígenas Kaingang e Krenak. O evento também contou com a participação da Orquestra Municipal” Maestro Nelson de Castro”. O publico que esteve presente pode assistir a apresentação de danças tradicionais celebradas nas aldeias kaigang e krenak com o objetivo de preservar a cultuar das duas etnias.

O evento também contou com a presença dos índios krenak, da cidade de Resplendor (MG) que também apresentaram danças típicas particulares da sua etnia. O mês do índio é considerado uma data oficial, através de lei estadual que institui em Tupã, o mês do índio. O Mês do Índio foi estabelecido pela grande demanda de pessoas que procuram o Museu Índia Vanuire para conhecer sobre a cultura indígena.

O grupo Krenak apresentou a dança que tem como tradução na na língua portuguesa significa as Mulheres Cantam para os homens dançar. A dança tem como objetivo chamar o sol para secar a roupa, diz a krenak Lediane Damasceno Cotui. A segunda dança é para agradecer a Deus, para ele mandar os espíritos bos bons para protegê-los. Lidiane disse que há 17 anos que a etnia krenak está resgatando as tradições, os costumes e a sua cultura dentro da aldeia Vanuire. “Estes cânticos fazem parte do resgate da cultura nossa e de segunda a quinta, as 08 hs a gente ensina estes costumes para as crianças”.

O krenek Krenbá, que liderou o grupo de krenaks de Resplendor (MG) apresentou uma musica que tinha como tradução na língua portuguesa Vamos Todos Nós Krenak dançar na pedra. “ è uma pedra dura pintada que a gente tem lá em Minas Gerais, para ser patrimônio indígena. e esta musica é para isso para dançar na pedra pintura”. KRenbá disse que o objetivo é preservar os hábitos, os costumes e as tradições para os mais novos para que não se extingue.

Jaó grupo kaingang apresentou dança convidando as crianças para as festividades; a segunda dança apresentada foi uma dança de guerra, diz a Kaigang Dirce. Também foi apresentada a dança da chuva e a dança do KiKi, apresentada durante as festividades do Kiki( bebida confeccionada pelos kaingangs tradicionalmente em volta de uma fogueira) e também Dança de agradecimento a Deus na crença indígena.

Dirce disse que as danças são apresentadas e celebradas regularmente na aldeia Vanuire, onde também são realizados projeto de alfabetização na língua kaingang e na língua krenak. “O objetivo é fazer com que eles cresçam dentro dos nossos costumes para que eles tenham uma identidade, por que muitas vezes eles saem para a cidade, eles falam são índios, mas não sabem falar, então a gente esta ensinado nosso idioma para eles”. As danças são celebradas regularmente na aldeia kaingang, as 17h30.

A diretora de cultura, Márcia Bueno, agradeceu a parceria entre Museu Índia Vanuire e aos índios kaigang e krenaks na Aldeia Vanuire para abrilhantar a festa. “Estas atividades pretendem divulgar a cultura indígena e fazer com que a população tenha um novo olhar sobre os povos indígenas”.

A gerente geral, do Museu India Vanuire, Tamime Rayes Borsatto, agradeceu o parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo, o Tiro de Guerra e aos índios kaingangs e krenak pelas palestras, oficinas e rodas de conversa realizada durante o 38º mês do índio. “Estamos aqui para mais uma vez mostrar um pouquinho da cultura kaingang ou krenak que através da sua dança e da sua musica nós podemos ver que é uma cultura rica e que através das nossas atividades procuramos preservar e divulgar esta cultura”.

O vice-prefeito, Casar Donadelli, analisou que a semana foi muito produtiva à medida que todos puderam participar do 38 º mês do índio realizado na Praça da Bandeira, onde milhares de alunos visitaram as exposições, participaram das palestras e rodas de conversa envolvendo as temáticas indígenas. “Temos hoje o prazer de premiar as crianças que participaram do IV concurso Indígena para despertar nas nossas crianças a consciência daquele povo de nos antecedeu nesta terra e este terra era deles”.