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Notícias Unisite

15/09/2007 - 08:59:11

Ações de combate à dengue no município incluirão a leishmaniose
Comitê de Combate à Dengue está preocupado com avanço da doença na região. Campanha vai alertar população sobre perigo do mosquito Palha
ALTERA O
TAMANHO DA LETRA


A campanha de combate ao mosquito transmissor da dengue ganhará novo enfoque no município. Reunião realizada na manhã desta sexta (14) pelo Comitê Municipal de Mobilização Social no Combate à Dengue decidiu que as ações não ficarão restritas apenas à dengue.

O avanço da leishmaniose na região e a confirmação de um caso da doença em março deste ano motivaram o comitê a incluir o combate ao mosquito Palha nas campanhas. “As duas doenças são gravíssimas e o perigo ronda nossa cidade constantemente, por isso precisamos definir ações antes do período das chuvas, quando a situação se agrava”, disse o presidente da Câmara Prof. Clauber Cláudio Gomes, um dos integrantes do comitê.

O encontro desta sexta reuniu representantes da Sucen de Marília, PSFs, Vigilâncias Sanitária e Epidemiológica, Polícia Ambiental e Secretarias de Saúde e Agricultura, que discutiram previsões nada otimistas para o verão de 2008, por isso a necessidade de antecipar os trabalhos, aproveitando o período de seca.

A presença do mosquito Palha foi detectada na zona leste, com um caso confirmado e dois suspeitos, todos em cães. Segundo dados apresentados na reunião, a região apresenta grande acúmulo de materiais inservíveis e orgânicos, inclusive dentro dos quintais. O córrego Afonso 13 também reúne enorme quantidade de lixo, principal criadouro do mosquito.

Segundo os técnicos da Vigilância Sanitária, apesar as campanhas maciças e da informação constante, a população ainda é a grande culpada tanto pelos casos de dengue como o de leishmaniose. Falta apoio e ação dos moradores, tanto para a limpeza dos quintais como pela posse responsável dos animais domésticos, principalmente o cão, hospedeiro oficial da doença.

Para se ter uma idéia, o censo animal realizado em Tupã revelou que existem 16.510 cães na cidade, o que representa média de um animal para cada três habitantes. No entanto, a grande maioria da população não se preocupa em cuidar do seu bicho, vide a última campanha de vacinação contra raiva, que imunizou apenas 75% dos cães e gatos de Tupã, resultado que ficou aquém da meta esperada. Mesmo com a maciça campanha, faltou colaboração dos donos.

Diante disto, o comitê voltou a frisar a importância da implantação de uma unidade de controle de zoonoses, local adequado para controle e prevenção de doenças transmitidas aos humanos pelos animais. Entretanto, a população ainda confunde a unidade com um espaço para recolhimento de animais errantes, o que não é verdade.

Ações

O trabalho de visita às residências será intensificado e contará com o auxílio do Tiro de Guerra. No caso de casas reincidentes (quando encontrados focos dos mosquitos mais de uma vez) o caso será encaminhado ao Ministério Público como crime contra a saúde pública. “A punição severa é um dos meios para tentar frear as doenças”, observou Prof. Clauber.

Por sugestão do vereador, durante encontro com gerentes da EEVP, as contas de energia deverão reunir frases de efeito, como “Dengue e Leishmaniose, o seu descaso pode matar alguém”, entre outras. A idéia é chamar atenção para o problema e associar sua responsabilidade ao cidadão. “Somos nós os responsáveis pelo aparecimento da leishmaniose e da dengue”, afirma Prof. Clauber.

Andréia Simões